BLACK SABBATH em Curitiba - Brasil


Rapido, pesado e certeiro. O Black Sabbath conseguiu sair de cena ainda em grande forma. A banda celebrou seus melhores dias do começo dos anos 70 quando, sem saber, mudou o rumo do rock. Toda a derivação brutal e extrema do rock nasceu com o Black Sabbath, que se despede de seu público de um jeito muito decente. O fim da maior banda do metal foi uma das noites históricas que a cidade headbangers tem experimentado com a volta da Pedreira Paulo Leminski.

Ozzy Osbourne, o baixista Geezer Butler e o guitarrista Tony Iommi tocaram ao lado do baterista Tommy Clufetos, músico da banda de Ozzy que está com o Sabbath desde 2012, que substituiu Bill Ward.

Às 21 horas, Ozzy, o príncipe das Trevas, perguntou: “como estão vocês?”. Então se ouviu o som mais pesado que já existiu, o riff sinistro de Black Sabbath. Ozzy, vestido com um sobretudo preto, era a assombração que todo mundo ama e deu sua risada demoníaca.

A banda se vestiu e se comportou como se tivessem em 1972. Além das roupas, os músicos estavam com os crucifixos dos primeiros dias. A comunicação visual e os efeitos dos telões eram setentistas. Até o repertório era todo dos quatro primeiros álbuns. Black Sabbath celebrou seu passado sombrio. Só o jovem baterista Tommy – muito bom – e os monitores, nos quais Ozzy lia as letras, destoavam.

A pedreira não estava abarrotada como no show do Guns N’ Roses, mas estava cheia. O público também tinha outro perfil, mais velho e predominantemente masculino. No palco, a banda pouco se mexeu, mas executou cada nota a perfeição. Os fãs foram assistir à banda Sabbath dos primeiros discos e ele esteve lá.

O céu cinza e carregado da capital lembrava o de Aston, a pequena cidade onde a banda se formou em 1968. O frio também. Após o show de Curitiba, serão mais dez até o show final em Birmingham no começo de fevereiro do ano que vem. A descoberta de um linfoma (espécie de câncer) no organismo do guitarrista Iommi fez a banda decidir que vai encerrar as atividades.

A tragédia na Colômbia também não foi esquecida. Algumas camisas da Chapecoense se destacaram na multidão uniformizada de preto. O show teve aproximadamente 1h30 de duração.

Texto publicado em http://www.tribunapr.com.br/



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